Júri de padres acusados de pedofilia é retomado em ALagoas
Sacerdotes são acusados de abuso sexual contra três coroinhas, quando eles eram menores

O julgamento de três padres acusados de pedofilia foi retomado na manhã desta sexta-feira (22) na cidade de Arapiraca, em Alagoas. Os sacerdotes Luiz Marques Barbosa, Raimundo Gomes e Edilson Duarte são acusados de abuso sexual contra três coroinhas, quando as vítimas eram menores de idade.
O julgamento foi iniciado no dia 8 de julho, mas como uma testemunha de acusação considerada vital não compareceu, os trabalhos foram suspensos e remarcados para esta sexta-feira. A audiência de instrução e julgamento é presidida pelo juiz João Luiz de Azevedo Lessa, da 1ª Vara da Infância, Criminal e de Execuções Penais de Arapiraca. Dois representantes da Santa Sé, designados pela Diocese de Penedo (AL), deverão acompanhar o julgamento, a pedido do Vaticano.
Os coroinhas Fabiano Silva Ferreira, 21 anos; Cícero Flávio Vieira Barbosa, 20 anos; e Anderson Farias Silva, 21 anos, foram os primeiros a serem ouvidos pelo juiz, que estava acompanhado também pelo promotor Alberto Tenório, representando o Ministério Público Estadual, responsável pela denuncia contra os três religiosos.
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Premiê irlandês critica Vaticano
por política em relação a abusos
Enda Kenny acusou a Igreja Católica de encorajar bispos a não denunciar pedofilia
Eric Vidal/ReutersO primeiro-ministro da Irlanda, Enda Kenny, fez duras críticas ao Vaticano e acusou a Igreja Católica de ter encorajado bispos a não reportar à polícia suspeitas de pedofilia entre padres do país.
Em discurso ao Parlamento da Irlanda, o premiê afirmou que as últimas acusações sobre abusos sexuais mostram 'o caráter doentio, elitista e narcisista' que domina a cultura do Vaticano hoje.
- O estupro e a tortura de crianças foram minimizadas pela Igreja para manter sua reputação e seu poder.
Abusos
As acusações a que o premiê se referiu dizem respeito ao chamado 'Relatório Cloyne', que foi publicado na semana passada.
O documento é o resultado de uma investigação sobre como acusações de abuso sexual infantil na diocese de Cloyne, no sul do país, foram tratadas pelo Vaticano até 2009.
A investigação concluiu que a Igreja violou suas próprias normas relativas à proteção de crianças, não relatando as acusações contra 19 padres.
O líder da oposição, Michael Martin, também criticou a Igreja Católica, dizendo que após os escândalos de 2009, o Vaticano havia prometido cooperar com o governo irlandês, mas em vez de defender as crianças abusadas, resolveu focar nos seus próprios interesses.
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