Informações sobre o mês de setembro foram divulgadas pelo Banco Central.
Com alta da taxa básica nesta quarta, juro bancário tende a subir no futuro.
Os juros cobrados pelos bancos das pessoas físicas, nas operações com recursos livres (tirando crédito rural, habitacional e do BNDES), recuaram pelo segundo mês consecutivo em setembro, informou o Banco Central nesta quinta-feira (30).
No mês passado, a taxa média nas operações com recursos livres caiu para 42,8% ao ano, contra de 43,1% ao ano em agosto. Com isso, os juros bancários cobrados das pessoas físicas atingiram o menor patamar desde maio de 2014 (42,5% ao ano).
Já a taxa de juros média das operações de crédito com empresas ficou estável em 22,8% ao ano em setembro. A taxa de todas as operações (pessoas físicas e jurídicas), ainda com recursos livres, recuou de 32,2% ao ano em agosto para 31,9% ao ano em setembro.
Alta dos juros básicos
Os números foram divulgados pelo BC um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição ter retomado o processo de elevação dos juros básicos da economia - o que tende a pressionar para cima as taxas de juros cobradas pelos bancos de seus clientes pessoa física e empresas nos próximos meses.
Os números foram divulgados pelo BC um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição ter retomado o processo de elevação dos juros básicos da economia - o que tende a pressionar para cima as taxas de juros cobradas pelos bancos de seus clientes pessoa física e empresas nos próximos meses.
Nesta quarta-feira (29), em sua primeira reunião após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, oCopom surpreendeu o mercado ao elevar a taxa básica de juros da economia brasileira de 11% para 11,25% ao ano. Foi a primeira elevação desde abril deste ano, o que levou a taxa de juros ao maior patamar desde o fim de 2011.
'Spread' recua em setembro
A redução das taxas de juros bancários de pessoa física em setembro deste ano contribuiu para reduzir o chamado "spread bancário" – que é a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e quanto cobram de seus clientes. O spread nas operaçõ
es com pessoas físicas caiu de 31,5 pontos em agosto para 31,2 pontos percentuais em setembro.
A redução das taxas de juros bancários de pessoa física em setembro deste ano contribuiu para reduzir o chamado "spread bancário" – que é a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e quanto cobram de seus clientes. O spread nas operaçõ
es com pessoas físicas caiu de 31,5 pontos em agosto para 31,2 pontos percentuais em setembro.
O spread é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros. Apesar da queda em agosto, o spread dos bancos registrou forte alta no ano.
Apesar da queda do spread bancário em setembro, ele ainda permanece em patamar elevado. Em abril do ano passado, por exemplo, o spread bancário nas operações com pessoas físicas estava em 25,4 pontos percentuais. Em maio deste ano, já estava em 30,5 pontos percentuais. No acumulado deste ano, o spread dos bancos nas operações com pessoas físicas avançou 4,8 pontos percentuais.
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