10/10/2012 - 20h41
Barbosa diz que não irá inovar na presidência do STF
Conhecido pelo temperamento forte, o ministro Joaquim Barbosa afirmou nesta quarta-feira que em sua gestão na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) "não haverá grandes turbulências" nem "grandes inovações".
Barbosa foi confirmado como futuro presidente do Supremo em uma eleição protocolar na sessão de hoje. Ele toma posse no dia 22 de novembro, após a aposentadoria compulsória do atual presidente Carlos Ayres Britto, que fica na Corte até 18 de novembro.
| Lula Marques/Folhapress |
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| Joaquim Barbosa (à dir.) ao lado do colega Marco Aurélio Mello durante sessão do julgamento do mensalão nesta quarta |
Em entrevista após a sessão, o ministro disse que "não depende do Judiciário" resolver a morosidade da Justiça. "Isso depende do Legislativo e, às vezes, até do poder constituinte. Muitas mudanças necessárias demandam alteração da própria Constituição", disse.
Com mandato de dois anos, Barbosa será o primeiro negro a comandar a mais alta Corte do Brasil.
"Não haverá grandes inovações, eu me sinto muito feliz, honrado de ocupar a presidência de um dos Poderes da República. É uma honra muito grande, darei mais detalhes mais adiante sobre o que pretendo fazer, mas não haverá turbulência
s nem grandes inovações".
s nem grandes inovações".
"Vocês já devem ter percebido que eu gosto de agir 'by the books', nada além disso", completou.
O ministro minimizou seus embates com colegas no plenário, em especial com o ministro Ricardo Lewandowski, que foi escolhido hoje como seu vice-presidente.
Questionado se iria procurar Lewandowski para coordenar a gestão, Barbosa respondeu: "Pra que procurar? Ficar procurando chifre em cabeça de cavalo? Não há nada a afinar. As divergências são pontuais e se limitam ao debate".
Relator do processo do mensalão, Barbosa voltou a descartar o rótulo de herói e afirmou que não se surpreende com assédio por conta da repercussão do caso. "Sou um antiherói. Não dou bola para essas coisas, mas fico muito grato pelas manifestação das pessoas", disse.
O ministro negou que tenha pretensões políticas após deixar o Supremo. "Nunca fiz política e não seria agora que iria fazê-la."
Para o ministro, as atenções voltadas da sociedade para o STF não é um caso momentâneo por conta do mensalão, mas um fenômeno mundial após a segunda guerra mundial.

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