Um viajante, atravessando acidentada montanha, deparou com enorme rochedo caído sobre o caminho, obstruindo a passagem, onde não havia desvio algum.
Vendo que não podia continuar sua viagem por causa do rochedo, tentou removê-lo, mas seus esforços foram inúteis. Entretanto, assentou-se à beira da estrada, cheio de tristeza, dizendo a si mesmo: "Que será de mim! Sozinho, virá a noite, com seus perigos nesta medonha solidão!" Quando meditava assim, outro viajante aparece, e, por sua vez, tenta, debalde, remover o rochedo.
Então lhe diz o primeiro: "Nada podemos por nós mesmos, oremos ao Pai Celeste e Ele se compadecerá de nós." Prostrados, pois, levantaram suas mãos aos céus numa fervorosa e humilde prece. Terminada a oração, disse o primeiro viajante: "Aquilo que nenhum de nós pôde fazer só, procuremos fazer juntos."
Uniram sua vontade, uniram suas forças e o bloco de pedra tombou no abismo, o caminho se abriu e juntos, na mais doce paz, prosseguiram sua jornada.
O primeiro viajor é o homem, a viagem é a vida, o auxiliar é a esposa fiel, esforçada e santa, que Deus lhe depara; o rochedo são as misérias, as doenças, os trabalhos, que se renovam e que se encontram a cada passo no caminho da existência. Sozinho, o homem não pode suavizá-los, mas unido à sua mulher, juntos, cantarão vitória. http://www.ganhardinheiroagora.com/zequiasfernandes/

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